Tentou fazer um caminho diferente. Cruzou a rua e tomou a avenida paralela, sem saber muito bem onde chegar. Deu de cara com a placa: “Aulas de direção aqui. Inscreva-se já!”. Pensou: - “Acho que vou me matricular. Preciso mesmo saber aonde ir…”
E o louco artista moribundo cantava,
No que perumbalava na tortura das ruas:
“Brasil, e essas terras tuas?
Brasil, tu és pátria puta
Mãe pétrea de muitos filhos
Que aos tantos padecem de fome
E de tantas outras mazelas.”
“Sôfrego fôlego de um enfático impulso,
Sofrível ato de navalha que corta os pulsos
E espalha pelo chão filetes de sangue rubro
Que não conhece outro sentido,
Senão o de sempre despencar.”
E no questionário da auditoria interna, a pergunta: seria a ‘vontade’ diretamente proporcional à ‘crença’?
A caneta emudeceu.